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terça-feira, 1 de agosto de 2017

Devaneios cruzadísticos │ Ruy Belo

O poeta Ruy Belo morreu no dia 8 de Agosto de 1978 (dentro de poucos dias passam 39 anos sobre a sua morte) na sua casa em Monte Abraão, Sintra. Morreu cedo o poeta que amava as árvores principalmente as que dão pássaros (Os pássaros nascem na ponta das árvores / As árvores que eu vejo em vez de fruto dão pássaros /...).

Apesar do curto período de actividade literária, Ruy Belo tornou-se um dos maiores poetas portugueses da segunda metade do século XX, tendo as suas obras sido reeditadas diversas vezes.

Desempenhou o cargo de leitor de Português em Madrid desde 1971 até 1977. Regressado, então, a Portugal, foi-lhe recusado pelo regime democrático a possibilidade de lecionar na Faculdade de Letras de Lisboa.

Um dia, estando com a família na Praia da Consolação (perto de Torres Vedras) leu no jornal um anúncio de uma vaga de Assistente na Faculdade. 

Veio sozinho a Lisboa, para a sua casa em Monte Abraão, a fim de preparar a apresentação da sua candidatura, mas já não voltou. Foi em Agosto de 1978…

Convido os meus amigos, desta vez, a solucionar este passatempo de palavras-cruzadas e, no final, encontrar o primeiro verso (3 palavras, nas horizontais) dum poema deste poeta português,  Ruy Belo (1933 – 1978).


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HORIZONTAIS: 1 – Inspirar dó a. 2 – Pessoas; Energia [figurado]. 3 – Fúteis [figurado]; Corte. 4 – Forma do pronome pessoal a, quando precedido de forma verbal terminada em som nasal [plural]; Anseias [figurado]. 5 – Pronome pessoal que designa a segunda pessoa do singular e que indica a quem se fala ou escreve; Assentas; Ástato [símbolo quimico]. 6 – Sovas. 7 – Estorvo; Cinturão em que se pode prender a espada; Prefixo que exprime a ideia de privação. 8 – Relativo a nariz; Reze. 9 – Neste ponto; Apoio [figurado]. 10 – A massa popular [figurado]; Tímida [figurado]. 11 – Cilada [figurado].

VERTICAIS: 1 – Agradar. 2 – Dinheiro [popular]; Como. 3 – Suplicas; Descalças. 4 – Defeito; Vesti. 5 – Elemento de formação de palavras que exprime a ideia de igual; Doença, com acessos irregulares, caracterizada por dificuldade de respirar, tosse seca e uma sensação de aperto no peito [plural]; Porque [arcaico]. 6 – Idiota [coloquial]. 7 – Preposição que exprime matéria; Cómodo; Atmosfera. 8 – Combinam [figurado]; Una. 9 – Actuais; Que tem o feitio de ovo. 10 – Chefe político, no Oriente; Lavra. 11 – Guarda.

Clique  Aqui  para abrir e imprimir o PDF.


Aceito respostas até dia 20 de Agosto, por mensagem particular no Facebook ou para o meu endereço electrónico, boavida.joaquim@gmail.com. Em data posterior, apresentarei a solução, assim como os nomes dos participantes.

Vemo-nos por aqui?

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Devaneios Cruzadísticos - Eugénio de Andrade

"Póvoa de Atalaia" é o nome da aldeia portuguesa onde nasceu o poeta Eugénio de Andrade,  pedido com a resolução do passatempo referente ao mês de Julho de 2017.

O poeta refere-se a ela abundantemente, quer em prosa, quer na poesia. Duas marcas impressivas do poeta sobre a terra que o viu nascer, uma aldeia com balcões de pedra onde as mães tecem o riso das crianças, uma aldeia de abundante só o sol e a água.


[…] Sou filho de camponeses, passei a infância numa daquelas aldeias da Beira Baixa que prolongam o Alentejo e, desde pequeno, de abundante só conheci o sol e a água. Nesse tempo, que só não foi de pobreza por estar cheio de amor vigilante e sem fadiga da minha mãe, aprendi que poucas coisas há absolutamente necessárias. São essas coisas que os meus versos amam e exaltam. A terra e a água, a luz e o vento consubstanciaram-se para dar corpo a todo o amor de que a minha poesia é capaz […]

Excerto de Antologia Breve, de Eugénio de Andrade.


Póvoa de Atalaia

O dia cresceu tanto que não tarda
que a sombra nos dê pelos joelhos,
as mães tecem o riso das crianças,
pelo balcão entornam os cabelos.

Eugénio de Andrade│Escrita da Terra


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Respostas de: Aleme; António Amaro; Antoques; Arjacasa; Bábita; Baby; Caba; Corsário; Dupla Algarvia (Anjerod e Mister Miguel); El-Nunes; Fumega; Homotaganus; Horácio; Jani; João Bentes; João Carlos Rodrigues; Joaquim Pombo; José Bento; José Bernardo; Lurdes Polido; Mafirevi; Magno; Magriço; Manuel Amaro, Manuel Carrancha; My Lord; Olidino; Osair Kiesling; Raquel Atalaya; Ricardo Campos; Rui Gazela; Russo; Salete Saraiva, Somar e Virgílio Atalaya.

Até breve!